Psoríase – O que é, para que serve, tem cura?

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Psoríase – O que é, para que serve, tem cura?
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Psoríase  psoríase - 0000000005247 300x150 - Psoríase – O que é, para que serve, tem cura?Psoríase é uma doença da pele não contagiosa e de causa desconhecida. Ele se caracteriza pela vermelhidão, lesões descamativas e geralmente em placas.

As placas aparecem com uma frequência maior nos cotovelos, no couro cabeludo, nos joelhos, nas mãos e pés, as unhas e a área genital podem ser afetadas. A psoríase pode comprometer a pele por inteiro ou aparecer como pequenas lesões localizadas.

Esta é uma doença autoimune e crônica, ou seja, o organismo ataca a si mesmo. Apesar de não ser uma doença contagiosa pode ser recorrente.

A gravidade da doença é variável de pessoa a pessoa, ela pode se apresentar de forma leve e fácil de ser tratada à casos extensos, podendo acometer as articulações e incapacidade física.

Existem vários tipos de psoríase, e para tipo existe uma forma diferente de tratamento.

Tipos de psoríase

Psoríase invertida: esta aparece de forma vermelha e manchas inflamadas, atingindo as áreas que se formam dobras como axila, virilha, órgão genital e em baixo dos seios. São as partes do corpo que ficam mais úmidas.

Em pessoas obesas, onde existe atrito na região e excesso de sudorese, a psoríase invertida pode se agravar mais.

Psoríase gutata: esta forma da psoríase é mais comum em jovens menores de 30 anos e em crianças. Ela se desencadeia por infecções bacterianas, como dores de garganta.

Ela forma feridas pequenas, na forma de gota, e elas são cobertas pela fina escama. Em geral aparecem nos braços, pernas, tronco e no couro cabeludo.

Psoríase ungueal: desta forma ela afeta dedos e as unhas dos pés e mãos, fazendo com que essas unhas cresçam de maneira anormal, percam sua cor, engrosse, escamem, fazendo surgir também manchas amarelas e depressões puntiformes.

Em certos casos a unha esfarela ou se descola da carne.

Psoríase pustulosa: quando a doença se apresenta desta forma, podem aparecer manchas em muitas partes do corpo, ou elas podem simplesmente se concentrar nas menores áreas, como pés e mãos.

Ela se desenvolve de maneira muito rápida, após a pele ficar vermelha ela forma bolhas de pus em poucas horas.

Geralmente as bolhas secam em até 2 dias, podendo reaparecer durante várias semanas ou dias.  Causando calafrio, fadiga, coceira intensa e febre.

Psoríase eritrodérmica: das formas apresentadas acima, esta é a mais incomum. Podendo apresentar lesões generalizadas em até 75% do corpo, apresenta manchas vermelhas que podem arder intensamente ou coçar além do normal. O que pode acarretar em uma manifestação sistêmica.

Muitos fatores desencadeiam esta forma de psoríase, entre os tratamentos utilizando ou retirando de forma abrupta corticoesteróides, queimaduras graves, infecções ou qualquer forma mal apresentada da psoríase, que pode ter sido controlada de maneira errada.

Artrite psoriásica e psoríase artropática: esta forma de psoríase apresenta descamação e inflamação da pele. Também se caracterizam por dores fortes nas articulações, causando rigidez progressiva.

Psoríase palmo-plantar: as lesões se apresentam como fissuras na sola dos pés ou na palma das mãos.

Causas da psoríase

A causa desta doença é desconhecida. Até o momento se acredita, que em nosso próprio sistema imune exista uma célula T, no qual sua função é percorrer por inteiro o corpo humano buscando vírus, bactérias e elementos estranhos, a fim de combatê-los.

Quando alguém tem psoríase, esta célula T acaba atacando as células saudáveis da nossa pele, agindo como se fosse tratar alguma infecção ou cicatrizar feridas.

Isso pode dilatar os vasos sanguíneos e aumentar os glóbulos brancos, que acabam avançando para as camadas mais externas da nossa pele de maneira rápida, provocando as lesões avermelhadas.

É um ciclo ininterrupto. Seu fim só é possível com o tratamento adequado.

Pesquisadores indicam que o papel da genética é importante em grande parte de casos de psoríase, mas que os fatores ambientais também podem estar envolvidos.

1 de cada 3 pessoas, relata ter um familiar com esta doença. Acredita-se que 10% da população em média, pode herdar um ou até mais genes predispostos a desenvolver a psoríase.

Entretanto, de 2% a 3%, realmente desenvolvem a doença.

Alguns fatores que desencadeiam a psoríase

  • Feridas, machucado, lesões na pele, queimaduras de sol ou qualquer outra natureza química, física, cirúrgica, elétrica ou inflamatória.
  • Infecções de pele e infecções de garganta.
  • Fumo
  • Estresse
  • Variações do clima
  • Consumo excessivo do álcool
  • Alterações bioquímicas
  • Medicamentos, como prescritos para malária, pressão alta ou transtorno bipolar

Alguns fatores de risco

Infecção viral ou bacteriana: pessoas que possuem o quadro constante de infecção tem a mesma chance de ser diagnosticado com esta doença.

Aids/HIV: pessoas portadoras dessas duas doenças, têm mais chances de desenvolver a psoríase, por ter deficiência no sistema imune.

Estresse: causa um grande impacto ao sistema imunológico.

Obesidade: a doença é facilmente desenvolvida por causa do excesso de peso.

Fumo: o cigarro promove um risco à psoríase e também determina a gravidade da doença.

Histórico familiar: quanto mais parentes forem diagnosticados com esta doença, aumentam a chances do paciente desenvolvê-la.

Sintomas da psoríasePsoríase  psoríase - maxresdefault 1 2 e1516659801984 300x169 - Psoríase – O que é, para que serve, tem cura?

  • Articulações doloridas e rígidas
  • Pequenas manchas vermelhas
  • Pele muito seca
  • Placas e descamações no joelho, cotovelo e couro cabeludo
  • Inchaço nas articulações
  • Unhas esfareladas e espessas, descoladas com furos em sua superfície e amareladas

Diagnóstico da psoríase

Seu diagnóstico é clínico e o médico faz exames físicos analizando o couro cabeludo, aspectos de pele, unhas, e observando se os sintomas podem realmente ser de pasoríase.

Ele faz uma análise do histórico familiar, pois se já houve casos na família, a chance de desenvolver a doença é maior. E para confirmar este diagnóstico ele pode pedir uma biópsia da área afetada na pele.

Tratamento da psoríase

São muitos os tratamentos existentes para esta doença. E todos possuem ao menos um destes objetivos:

  • Reduzir a formação de placas e a inflamação, isso ajuda a célula a não crescer de forma tão rápida.
  • Normaliza e regula a aparência de sua pele.

São 3 as opções de tratamento: sistêmico, por fototerapia e tópico ( pomadas e cremes ). A escolha é feita de acordo com o histórico familiar e o desenvolvimento da doença.

Para o tratamento de pacientes que desenvolveram a forma leve desta doença sem comprometer a articulação, tendo pouca lesão cutânea e com medicamentos tópicos, é orientado sobre a excelente eficácia da exposição solar e de hidratantes.

Para pacientes com a forma mais grave da doença, precisam dos medicamentos sistêmicos, de uso subcutâneo, oral, intramuscular ou intravenoso, para assim controlar a doença.

Das classes sistêmicas para tratar a psoríase temos:

Imunossupressores: este medicamento reduz a capacidade de o organismo atacar a si mesmo e atua no sistema imune.

Medicamentos biológicos: são as moléculas da natureza protéica, que são produzidas com a ajuda de engenharias genéticas, que em geral servem para tratar doenças auto imunes.

São indicados em caso de resistência ao tratamento convencional, ou por já ter apresentado alguma restrição ou efeito colateral.

O procedimento da fototerapia também pode ser utilizado. É onde a pele é exposta a luz ultravioleta, de maneira cuidadosa. Pode ser utilizada a luz ultravioleta A ( UVA ) ou B ( UVB ).

Cuidado com a mistura de outros medicamentos

Alguns produtos ou medicamentos para a pele, podem interferir de forma direta no sintoma da psoríase. Consulte um médico e se informe antes de fazer uso de qualquer outra medicação ou ao usar algum cosmético. Eles podem ser prejudiciais e interferir no tratamento do paciente.

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