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Autismo – O que é, Causas, Sinais, Fatores de risco e Tratamento

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Autismo – O que é, Causas, Sinais, Fatores de risco e Tratamento
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O autismo prejudica o desenvolvimento da criança. Este problema pode afetar a capacidade de comunicação e interação. Atualmente no Brasil, ocorrem mais de 150 mil casos por ano. Este problema crônico pode durar anos ou então toda uma vida. Para análise é preciso que o usuário passe por um diagnóstico médico.

Para entender melhor sobre este tema, suas causas e formas de tratamento, acompanhe o texto a seguir.

Autismo

Transtornos do Espectro Autista (TEA), pode causar problemas no desenvolvimento da linguagem. Como consequência, pode influenciar na comunicação e no comportamento da criança

Conforme Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita-se que 70 milhões de indivíduos apresentam algum tipo de autismo. No Brasil este número ultrapassa os dois milhões.

Conforme pesquisa feita pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a doença pode atingir ambos os sexos. No entanto, o número pode ser maior nos homens (4,5 vezes).

O transtorno não apresenta cura, assim como suas causas são não certas. De qualquer forma, o paciente pode receber tratamento e ser reabilitado para viver em meio social.

Com o quadro a criança não interage, além de apresentar repetição de movimentos, assim como o atraso mental. Devido ao transtorno, a criança vai ter que receber tratamento contínuo.

Nomes para o autismo

Ao longo dos anos o autismo recebeu outros nomes para sua representação. Vejamos alguns:

  • Transtorno do Espectro Autista;
  • Autismo Clássico;
  • Autismo de Alto Funcionamento;
  • Autismo Kanner;
  • Condição do Espectro do Autismo;
  • Demanda Patológica Avoidance.
  • Síndrome de Asperger;
  • Transtorno Invasivo do Desenvolvimento;

De qualquer modo, o primeiro da lista é o nome mais comum utilizado como diagnóstico.

Principais causas

As causas em relação ao transtorno são inconclusivas, mas conforme pesquisas e estudos do assunto ( entre 1970/1980), pode ter relação com alterações genéticas.

Devido aos avanços por meio da medicina é possível que exista uma relação com mutações genéticas e transtornos de desenvolvimento.

É preciso frisar que a doença não tem relação com o fato de tomar vacina. Em 1998 esta “ideia” surgiu que vacinas do Sarampo, a Caxumba e a Rubéola (a MMR) poderiam causar o autismo. Mas várias pesquisas foram realizadas e foi constatada que não existe qualquer relação.

Fatores de risco

Apesar das causas não serem certas, os cientistas sugerem os itens que pode influenciar no desenvolvimento. Confira alguns:

  • Gênero: usuários do sexo masculino podem ter a doença, sendo oito meninos autistas, uma menina pode ter a doença;
  • Genética: 20% das crianças com autismo podem ter outras condições, como SÍNDROME DE DOWN, Síndrome do X frágil, esclerose tuberosa e outros.
  • Pais mais velhos: conforme a ciência, a idade dos pais pode influenciar, portanto, existe risco da criança desenvolver o problema.
  • Histórico familiar: se a família apresenta caso de autismo é possível que outros familiares apresentem.

Principais sintomas do transtorno

O espectro autista tem como principal característica a dificuldade na comunicação e interação. Os usuários que sofrem do problema também podem sofrer com comportamentos repetitivos.

Vejamos alguns sinais ou sintomas são mais comuns, como:

  • Agressividade;
  • Ansiedade;
  • Apatia;
  • Bebês que evitam contato visual com a mãe;
  • Choro ininterrupto;
  • Inquietação exacerbada;
  • Movimentos repetitivos;
  • Pouca vontade para falar;
  • Resistência na mudança da rotina;
  • Possível surdez;
  • Problema de linguagem.

Além disso, foram os sintomas apresentados por causa de outras condições médicas que é possível que o autismo se manifeste, como:

  • Doenças genéticas;
  • Doenças gastrointestinais;
  • Distúrbios convulsivos;
  • Disfunção do sono;
  • Problemas de processamento sensorial;
  • Pica, comer itens que não sejam comida.

Diagnóstico da doença

Não existe um exame em específico que possa garantir o diagnóstico. Mas como o transtorno afeta a linguagem e interação, uma equipe especializada deve analisar a criança. Esta equipe pode ser formada por pediatras, psicólogos, professores e os pais.

Os exames laboratoriais ou de imagem não conseguem identificar o autismo. O histórico do paciente, assim como a observação de seu comportamento pode facilitar a chegar a um diagnóstico.

Inclusive é preciso frisar, que não é só as crianças autistas que precisam de um acompanhamento. Os pais também, devido à dedicação podem ficar frustrados pelo fato de não poder ajudar de modo significativo.

Deste ponto é necessário que tenham um acompanhamento psicológico para que seja possível trabalhar a ansiedade e o estresse.

Para entender a identificação, vale utilizar a quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), de 2013. No manual os critérios são:

  • Inabilidade persistente na comunicação e interação social que se manifesta através de 3 características:
  • Déficit na reciprocidade sócio emocional;
  • Déficit no comportamento e interação social;
  • Déficit no processo de desenvolver e manter um relacionamento.
  • Padrões restritos e repetitivos no comportamento e que são manifestados por, pelo menos, 2 destes itens:

Fora o uso destes critérios, pode ser solicitado exame físico e psicológico, assim como:

  • Diagnóstico  para autismo revisada (ADIR);
  • Observação diagnóstica do autismo (ADOS);
  • classificação do autismo em crianças (CARS);
  • Escala de classificação do autismo de Gilliam;
  • Teste para transtornos do desenvolvimento.

Todos os sintomas podem ocorrer de modo heterogêneo e cada criança apresenta um comportamento. Todos variam conforme o grau, associação ou deficiência.

Tratamento

Atualmente não existe um medicamento específico para cura, porém, funções cognitivas e funcionais podem receber o tratamento. Para isto é preciso um conjunto de profissionais para trabalhar todo o desenvolvimento.

O autismo não possui cura, porém é possível utilizar medicamentos para agressão e depressão.

A mais comum, é por meio do tratamento multidisciplinar com médicos especialistas. Com este apoio é possível desenvolver a criança a fazer as tarefas de rotina.

De qualquer modo isto pode ser diferente conforme o grau de dificuldade. Em todo caso, com as intervenções precoces é possível melhorar os sinais do autismo.

A educação e o tratamento do filho deve receber o apoio de profissionais. Com ajuda multidisciplinar vai ser possível cuidar da criança autista. Através deste trabalho a criança vai ser sentir mais confiante e trabalhar de modo mais eficiente.

Em caso de dúvidas ou se o seu filho for diagnosticado com o autismo basta procurar um especialista. Este profissional vai lhe orientar e informar sobre as formas de tratamento, além dos cuidados.

Todos os anos os pesquisadores têm buscado formas de terapias e o uso da tecnologia para o cuidado com a criança. Além disso, existem diversos mitos a respeito do autismo, portanto, procure sempre por informações verdadeiras.

Referências:

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